RESERVA BOSQUE DOS JEQUITIBÁS.

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INÍCIO DE OBRAS!

terça-feira, 30 de março de 2010

PESQUISA INDICA AUMENTO DO NÍVEL DE ATIVIDADE DA CONSTRUÇÃO CIVIL.

Imagem: dreamstime

A construção civil brasileira está em ritmo de expansão. Conforme a pesquisa divulgada nesta segunda-feira, 29 de março, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o indicador de nível de atividade no setor ficou em 53,2 pontos em fevereiro ante os 50,5 pontos de janeiro. Indicadores acima de 50 pontos revelam aumento no nível de atividade.
O destaque foram as grandes empresas. Nesse segmento, o indicador do nível de atividade situou-se em 55,4 pontos. As pequenas empresas apresentaram melhora, passando de retração em janeiro (46,1 pontos) para aumento em fevereiro (52,4 pontos).
De acordo com os entrevistados, o nível de atividade em fevereiro foi maior que o usual para o mês, o que confirma o aquecimento do setor. O indicador ficou em 55,6 pontos, acima da linha divisória de 50 pontos. A atividade se mostrou mais aquecida do que em janeiro, quando o indicador registrou 52,9 pontos.
A pesquisa da CNI também avaliou como estavam as expectativas em março e concluiu que os empresários se mantêm otimistas. A expectativa em relação ao aumento do nível da atividade nos próximos seis meses continua muito acima dos 50 pontos, mesmo tendo recuado de 68,4 pontos em fevereiro para 67,3 pontos em março.
“O mesmo ocorre com a expectativa em relação a novos empreendimentos e serviços: o indicador caiu de 68,2 pontos para 67,4 pontos”, afirma a pesquisa. O estudo revela ainda que os empresários planejam aumentar as compras de matérias-primas. O indicador subiu de 66 pontos em fevereiro para 66,4 pontos em março.
A Sondagem da Construção Civil foi feita entre 1º e 22 de março com 365 empresas. Dessas, 193 são de pequeno porte, 133 são médias e 39 são grandes.
 
Fonte: CNI

PROGRAMA "MINHA CASA" PROMETE MAIS 2 MILHÕES DE CASAS ATÉ 2014.

Imagem: dreamstime

Prorrogação do programa de financiamento foi anunciada pelo governo federal e vai beneficiar famílias que têm renda de até R$ 4.650 mensais. Mercado espera aquecimento nas vendas de imóveis de dois dormitórios em SP.

Um acréscimo de 2 milhões de casas financiadas nos próximos quatro anos. Essa é a meta prometida pelo governo federal anunciada ontem. O programa “Minha Casa, Minha Vida” foi prorrogado até 2014 e faz parte da segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC2).
O programa habitacional, que beneficia famílias que querem comprar imóvel novo de até R$ 130 mil e com renda mensal de até R$ 4.650, foi lançado em março de 2009, com verba de R$ 34 bilhões. A promessa era de construir 1 milhão de moradias até o fim de 2010 - até agora, menos de 40% da meta foi cumprida. A prorrogação tem verba adicional prevista de R$ 278,2 bilhões.
Se o governo encerrasse o “Minha Casa, Minha Vida” este ano, conforme estava previsto, a opção de financiamento mais barata do mercado voltaria a ser a Carta de Crédito do FGTS da Caixa Econômica Federal. Embora as duas linhas tenham taxas de juros parecidas, o programa do governo isenta os mutuários do pagamento dos seguros por morte ou invalidez e contra danos físicos ao imóvel, garantias obrigatórias nos demais financiamentos imobiliários. Pagam apenas uma taxa para o fundo garantidor do programa (FHab), de R$ 22,10 por mês.
Neste esquema, o valor de um imóvel de R$ 130 mil financiado em 30 anos pelo “Minha Casa, Minha Vida”, com 20% de entrada, terá custo total de R$ 233.579,65, - ou seja, R$ 25.483,68 a menos que o da Carta de Crédito do FGTS, segundo cálculo do simulador da Caixa Econômica Federal.
Repercussão
O mercado imobiliário já está de olho no dinheiro do “Minha Casa, Minha Vida”. Os imóveis menores, com dois dormitórios, passaram de 34,6% dos lançamentos em 2008 para 45,9% em 2009. Já as unidades com três quartos caíram de 38,2% para 32,4% do total. Tudo para tentar fazer os lançamentos se enquadrarem no programa. “Porém, em São Paulo e em outras capitais o custo de construção é mais alto do que a média, o que torna mais difícil realizar empreendimentos para essa faixa”, pondera o presidente do Secovi-SP, João Crestana.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil (Sintracon-SP), Antônio Ramalho, é mais cauteloso. Diz que o ritmo é lento no cumprimento das metas da primeira fase do PAC. Dados do governo repassados ao sindicato, segundo ele, mostram que 351.956 novas unidades foram contratadas até agora. “A notícia é boa, mas não sei se haverá área e mão de obra para construir tudo isso. Não tem gente qualificada no mercado para a demanda”.
No ano passado, 40,7% da mão de obra contratada na construção civil não era qualificada. O setor deve terminar 2010 com 275 mil novos empregos, o que, segundo Ramalho, seria insuficiente até mesmo para concluir o PAC1. “Parece mais propaganda política”.
Do total de 2 milhões de casas que devem ser financiadas até 2014, cerca de 1,2 milhão de unidades serão voltadas a quem tem renda máxima de R$1.395, outros 600 mil imóveis servirão a famílias com renda entre R$1.395 e 2.790 e, por fim, 200 mil imóveis serão ofertados a quem ganha entre R$2.790 e R$4.650.
E EU COM ISSO?
Mais moradias e mais empregos aquecem economia.
Além das boas condições de financiamento, “O Minha Casa, Minha Vida” agita o setor da construção civil, criando vagas para profissionais de diversos níveis e aquecendo o mercado de materiais de construção. Também atrai investimentos para o Brasil, em especial para as construtoras que têm ações na Bolsa de Valores. Por isso, beneficia não apenas quem vai trabalhar no setor financiar uma casa, mas toda a economia.
REGRAS DO PROGRAMA
PARA FAMÍLIAS COM RENDA ATÉ R$1.395
Não há taxa de juros a prestação equivale a 10% da renda familiar, sendo que a parcela mínima é de R$50 e a correção dos valores é feita apenas pela TR prazo máximo de 10 anos o trabalhador que ficar desempregado fica isento do pagamento das parcelas por seis meses.
RENDA DE R$1.395 A R$2.325
Juros de 5% ao ano mais TR prazo máximo de pagamento de 30 anos em caso de desemprego, a Caixa refinancia até 36 parcelas.
RENDA DE R$ 2.325,01 A R$ 2.790
Juros de 6% ao ano mais TR prazo máximo de pagamento de 30 anos em caso de perda do emprego, a Caixa refinancia até 24 parcelas.
RENDA DE R$2.790,01 A R$4.650
Juros de 8,16% ao ano mais TR prazo máximo de pagamento de 30 anos caso o mutuário perca o emprego, a Caixa refinancia até12 parcelas




segunda-feira, 29 de março de 2010

UM BAIRRO DE SOCOCABA/SP VAI A LEILÃO NA QUARTA-FEIRA (31).

Terreno com 330 casas e 2 mil moradores foi dado como garantia ao Banco do Brasil por empresa que fechou as portas; área está avaliada em R$ 2 mi.

SOROCABA. Com 330 casas, cinco igrejas, uma escola, um campo de futebol, seis estabelecimentos comerciais e sete ruas, o Jardim Iporanga II, na zona leste de Sorocaba, vai, inteiro, a leilão na quarta-feira. Os 2 mil habitantes correm o risco de ficar sem teto.
É o resultado de um processo que remonta a 1976, quando a prefeitura doou uma área de 76 mil metros quadrados à empresa Aços Mafer para a instalação de uma fábrica. A área, porém, tinha um posseiro: Aristides Antonio de Moura morava no local - então um sítio sem valor.
Para contornar o problema, a empresa o contratou como caseiro. Não pagou seus salários nem construiu a fábrica. Porém, ofereceu o terreno como garantia de um empréstimo tomado do Banco do Brasil. Em 1983, a empresa foi à falência e o banco entrou com ação para executar a dívida. O terreno chegou a ser posto em leilão, mas não houve interessados.
Sem receber salário, Moura começou a vender lotes do terreno. "Como ele tinha a posse, registrava a cessão no cartório e o comprador ficava documentado", conta o presidente da Sociedade Amigos do Bairro (SAB), Francisco Valério, o "Gilson". Ele foi um dos adquirentes, há 18 anos. Com a área ocupada, a prefeitura instalou redes de luz, água, esgoto e começou a cobrar impostos.
No início deste mês, os moradores foram surpreendidos com a notícia do leilão definitivo. O terreno foi avaliado em R$ 2,17 milhões. A abertura dos envelopes com propostas está marcada para quarta-feira.
Suspensão. A advogada Emanuela Barros entrou com medida cautelar para suspender o leilão, mas a Justiça negou. Ela vê uma possível saída numa lei aprovada neste ano pela prefeitura que transforma 35 bairros de Sorocaba - entre eles o Iporanga II - em Áreas Especiais de Interesse Social. "A prefeitura pode suspender o leilão", diz. A área hoje é valorizada: está na margem direita da Rodovia Senador José Ermírio de Moraes (Castelinho), cercada por indústrias e condomínios de luxo.
Os moradores estão cientes do risco, por isso o bairro está mobilizado. "Tudo o que consegui na vida está aqui", diz o açougueiro aposentado Francisco Antonio da Silva, de 67 anos, morador há 18. "Criei meu filhos catando sucata", afirma Maria Aparecida Silvestre Costa, de 42 anos. "Nossa vida está toda resumida neste lugar."
CRONOLOGIA
1976 > Doação da área: Terreno na zona industrial é doado à empresa Aços Mafer.
1978 > Terreno vira garantia: A empresa dá a área como garantia de empréstimo.
1983 > Falência: Empresa vai à falência e banco tenta executar a dívida.
1989 > Venda dos lotes: Aristides Antonio de Moura entra com pedido de usucapião e inicia a venda de lotes.
2010 > Bairro vai a leilão: A abertura de propostas de arrematação é marcada para o dia 31 de março.









COMPRA DE TERRAS POR ESTRANGEIROS: NEGÓCIOS ILÍCITOS?


Ministério Público pede que Incra explique venda de terra a estrangeiros.

Questão fundiária. Cartórios descumprem lei que determina a realização de registro especial quando áreas são compradas por pessoas físicas e jurídicas de fora do País; governo deveria receber relatórios sobre negociações, mas nem sempre isso acontece.
A compra de terras por estrangeiros no Brasil está ocorrendo sem controle das autoridades. A constatação é do Ministério Público Federal, que decidiu cobrar de órgãos da administração do governo o cumprimento de normas legais que determinam a fiscalização dessas transações.

No final do ano passado, ao tentar fazer um levantamento dos negócios de terras com estrangeiros, os procuradores ficaram surpresos com a falta de informações sobre o assunto. Os precários dados obtidos por eles, porém, já foram suficientes para mostrar que o capital estrangeiro está sendo despejado em regiões onde o agronegócio é mais vigoroso e dedicado à produção de grãos e cana-de-açúcar. O Estado que mais recebe compradores internacionais é Mato Grosso, seguido por São Paulo e Mato Grosso do Sul.
Para melhorar o sistema de informações os procuradores solicitaram à Corregedoria Nacional de Justiça que faça um alerta aos cartórios de imóveis sobre a necessidade de registro especial para negócios de terras com estrangeiros. Embora seja estabelecido por lei, nem todos os tabeliães e registradores realizam esse procedimento. Parte deles também ignora a determinação de se enviar relatórios trimestrais ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) sobre o montante de terras que passam para as mãos de controladores estrangeiros.
Em documentos que encaminhou à Advocacia Geral da União, à Corregedoria e outros órgãos da administração federal, a procuradoria defende o controle da venda de terras a estrangeiros com argumentos em defesa da soberania e dos interesses nacionais. Em um desses documentos, o Ministério Público chega a manifestar preocupação com a formação de enclaves territoriais controlados do exterior. A expressão textual é: "Entidades políticas independentes no seio do território nacional, como ocorre em outros países, criando dificuldades políticas."
O levantamento obtido pelo Ministério Público Federal no ano passado foi encomendado pela procuradora Marcia Neves Pinto, coordenadora da 5.ª Câmara de Coordenação e Revisão - Patrimônio Público e Social. Ela pediu a um especialista uma perícia sobre a quantidade de pessoas físicas e jurídicas estrangeiras que detêm terras no Brasil, juntamente com um mapa sobre a localização dessas áreas, Estado por Estado.
O resultado foi incipiente. O perito não encontrou dados acurados no Incra nem nos cartórios. Para piorar, quando tentou cruzar as informações das duas fontes, verificou que uma não batia com a outra. Seu relatório não satisfez, portanto, a curiosidade da procuradora.
Foi por causa disso que, em dezembro, ela começou a oficiar as autoridades federais sobre a necessidade de controle dos negócios. Como ainda não obteve resposta, ela devia iniciar nos próximos dias uma nova investida.
O mérito do relatório do perito, na avaliação da procuradora, foi desnudar a precariedade dos dados sobre estrangeiros contidos no Serviço Nacional de Cadastro de Terras, do Incra. Ele é baseado em declarações espontâneas de proprietários e só atinge pessoas físicas.
Quem acompanha o noticiário de economia sabe o quanto isso está longe de refletir a realidade. Os negócios envolvendo estrangeiros hoje são feitos sobretudo por pessoas jurídicas: empresas baseadas no Brasil, mas com capital majoritário proveniente do exterior.
Do total de 572 milhões de hectares de terras oficialmente cadastradas no Incra, cerca de 4 milhões aparecem nas mãos de pessoas físicas estrangeiras - o que representa 0,71% do total. Ninguém sabe ao certo para quanto subiria o número se a ele fossem acrescidas as áreas compradas por empresas de capital estrangeiro. Extraoficialmente, técnicos do Incra comentam que seria três vezes maior.
Mesmo precário e reunindo apenas informações de pessoas físicas, o relatório ao qual o Estado teve acesso contém dados interessantes. Além de mostrar que não é a Amazônia que os estrangeiros miram, como se costuma dizer, dá pistas sobre a nacionalidade dos compradores. Quem aparece no topo da lista são os portugueses, seguidos por japoneses e italianos.
PARA ENTENDER
Portugueses não precisam de autorização.
A predominância de portugueses na lista de pessoas físicas estrangeiras que compram terras no Brasil se deve às facilidades legais oferecidas a eles. Os portugueses que requerem no Ministério da Justiça o reconhecimento da igualdade de direitos e obrigações, de acordo com o Decreto 3.297, de 19 de setembro de 2001, passam a ser tratados perante a lei como brasileiros. Não precisam, portanto, requerer autorização especial para comprar terras - como acontece com estrangeiros de outros países, de acordo com a Lei 5.709, de 1971.


QUAIS SÃO AS OBRIGAÇÕES DO PROPRIETÁRIO EM RELAÇÃO AO INQUILINO?


A relação entre locador (proprietário) e locatário (inquilino) de imóvel pode ser muito boa e duradoura desde que cada uma das partes entenda e cumpra exatamente as respectivas obrigações. Parece óbvio, mas nem sempre é o que acontece!
Assim, para responder dúvidas apresentadas pelos nossos leitores, vamos tratar de alguns temas sobre locação de imóvel urbano, iniciando pelas obrigações do locador, dispostas no artigo 22 da Lei 8245/91, que trata da locação de imóvel urbano.

Segundo o artigo 22, cabe ao locador:
a) entregar o imóvel em estado de servir ao uso a que se destina;
b) responder pelos vícios ou defeitos anteriores à locação;
c) fornecer ao locatário recibo discriminado dos valores pagos pelo locatário;
d) pagar os impostos e taxas que incidam ou venham a incidir sobre o imóvel, salvo disposição em contrário no contrato;
e) pagar as despesas extraordinárias de condomínio.

Vejam que o imóvel deve estar em condições de uso, pois, exceto pelas despesas de conservação, cabe ao locador arcar com o custo de entregar e, se for o caso, repor o imóvel em condições de uso e habitabilidade. Por conta disso é que se recomenda elaborar um laudo de vistoria com fotografias de todos os cômodos, de modo a registrar o estado do imóvel. O locador também deve informar, de imediato, eventuais problemas que ocorram no decorrer do contrato, como aqueles relacionados às instalações elétricas e hidráulicas.
Obras emergenciais relacionadas à estrutura física do imóvel até podem ser executadas pelo locatário, que terá direito a ser ressarcidos dos respectivos custos. No entanto, recomenda-se cuidado na prévia obtenção de dois ou mais orçamentos para demonstrar que o locatário agiu dentro da necessidade e em pleno respeito ao princípio da boa-fé.
Com relação à pintura do imóvel, cabe explicar que essa é uma questão a ser pactuada entre as partes, ou seja, se o imóvel está sendo entregue pintado, em geral estipula-se no contrato que o locatário deverá também entregar o imóvel pintado. Se não o recebeu pintado, a princípio não precisará realizar o serviço.
Outra importante obrigação do locador é entregar o recibo relativo às verbas pagas pelo locatário, discriminando os valores pagos, como, por exemplo, aluguel, reembolso de despesas condominiais e de IPTU, eventuais multas e juros por atraso no pagamento.
Vale lembrar que, com relação a tributos incidentes sobre o imóvel, somente caberá ao locatário arcar com tal pagamento se assim estiver expressamente previsto no contrato. Com relação às despesas extraordinárias de condomínio (aquelas que não se referem aos gastos rotineiros de manutenção do edifício, como, por exemplo, reforma e acréscimo que interessam à estrutura do edifício, substituição de esquadrias, despesas de decoração, constituição de fundo de reserva), estas correm por conta do locador, e não do locatário.
Aliás, é importante atentar para os boletos de cobrança enviados pelas administradoras de condomínio que, por vezes, acabam por lançar em um único boleto, tanto o valor relativo às despesas ordinárias, como aquele relativo às despesas extraordinárias. Se isso ocorrer, sugerimos ao locatário proceder da seguinte forma: se puder pagar o valor das despesas extraordinárias, pague e comunique formalmente o locador que este valor deverá ser restituído, seja por depósito do locador em seu favor, seja descontando o valor no pagamento do próximo aluguel. O locatário deve ainda comunicar à administradora que o rateio das despesas extraordinárias deve ser encaminhado diretamente ao locador.

Fonte: UOL

sexta-feira, 26 de março de 2010

O QUE OS CARROS E ELEVADORES TEM EM COMUM?

Imagem: dreamstime

Elevador: o ‘carro’ dos condomínios.
Há 60 mil desses ‘veículos’ na capital que transportam 23 milhões de pessoas por dia.

Ele é o meio de transporte oficial dos prédios. Usado centenas de vezes durante o dia por moradores e funcionários, o elevador é como um carro: deve passa por revisões mensais, precisa ter peças trocadas quando necessário, e deve passar por uma modernização a cada 20 anos.
O número de acidentes com elevadores na capital é pequeno quando comparado ao total do equipamento. Segundo o Corpo de Bombeiros, no ano passado foram 960 ocorrências em quase 60 mil elevadores. O Departamento de Controle do Uso de Imóveis (Contru), órgão da Prefeitura que fiscaliza esse tipo de equipamento, estima que por dia cada um deles faz cerca de 200 viagens e no total transportam 23 milhões de pessoas (quase o dobro da população).
Do total dos acidentes em 2009, segundo os bombeiros, 120 pessoas tiveram partes do corpo presas nas portas dos equipamentos e outras 768 ficaram presas dentro deles em prédios residenciais.
Hubert Gebara, diretor do Grupo Hubert de Administração de Condomínios, destaca que essa máquina é muito cara e que deve ser bem cuidada pelos “passageiros”. Isso significa que, além das inspeções e relatórios obrigatórios feitos pelas empresas fabricantes e de manutenção, os usuários também podem contribuir para evitar defeitos.
“Os condomínios são obrigados a manter contratos com empresas responsáveis pela manutenção e atendimentos emergenciais. Já os moradores dos prédios podem evitar chamar dois elevadores ao mesmo tempo, por exemplo, pois esse é um tipo de ação que parece simples, mas leva ao desgaste prematuro dos componentes”, explica.
Essa união de forças entre moradores e síndicos no bom uso do elevador tem como objetivo evitar acidentes e economizar energia. De acordo com Raquel Tomasini, gerente de Produtos e Parcerias da Lello Administradora de Condomínios, o elevador é o maior consumidor de energia dos prédios e, quanto mais moderno, mais eficiente.
“A manutenção, além de resolver os problemas do dia a dia, indica quando o equipamento deverá passar por retrofit (modernização)”, destaca. “Os equipamentos e peças atuais são mais eficientes energeticamente e podem levar a uma economia média de 30% no gasto total com energia .”
MELHOR USO
A manutenção dos elevadores na capital paulista é obrigatória por lei e deve ser mensal.
Todas as visitas para inspeção de rotina são registradas no Relatório Anual de Inspeção (RIA), que é entregue ao Contru.
Qualquer tipo de problema notado por quem usa o elevador (como barulhos estranhos e rangidos, movimentos incomuns e paradas entre andares) podem ser sinais de problemas e devem ser repassados aos responsáveis pelo prédio para uma inspeção adicional.
A vida útil do elevador varia conforme o estado de conservação, mas a média é de 20 anos, quando é recomendado o início do processo de modernização.
O botão de chamada do elevador deve ser acionado apenas uma vez. Apertar mais vezes não o faz chegar mais rápido.
O fechamento das portas do equipamento não deve ser interrompido para não danificar mecanismos e evitar acidentes.
Menores de 10 anos não devem usar o elevador sozinhos, pois em caso de emergência eles têm dificuldade para agir, e devem ser orientados a não mexer em botões, interfone, alarme e outras peças.


ALUGUEL > NEGOCIE PARA PAGAR MENOS.

Imagem: dreamstime

O vizinho novo se muda para um apartamento do mesmo padrão que o seu e começa pagando menos ao locador. Antes de reclamar, conte até três e tente fazer um acordo para também conseguir um desconto.
De acordo com Hilton Pecorati Baptista, diretor de Locação Residencial do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), os contratos de locação não têm nenhuma restrição sobre redução do valor pago pelo aluguel. “O que não pode é ajustar o valor acima do índice estabelecido em contrato que geralmente é o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M)”, explica ele.
O IGP-M acumulado dos últimos 12 meses foi negativo e, por esse motivo, não tem ocorrido muita alteração no preço do aluguel. “Mesmo quando existe o reajuste para cima no índice, ultimamente ele tem sido muito pequeno e não cabe fazer alteração no preço do aluguel, até para manter o bom relacionamento com o inquilino”, aconselha.
De acordo com Baptista, muitos proprietários que persistem em fazer o reajuste podem perder um bom locatário que paga em dia e que mantém o imóvel em boas condições e assinar contrato com uma pessoa que poderá não pagar em dia e até danificar as instalações onde mora.
“É recomendável saber conversar e chegar a um acordo, manter um bom relacionamento com o inquilino e considerar todos esses aspectos e não pensar só em preços”, argumenta.
DIÁLOGO
Para o inquilino também é vantajoso dialogar, pois se ele resolver abandonar o contrato por falta de entendimento com o dono do imóvel, ao procurar apartamento ou casa de um ou dois dormitórios para alugar pode retornar ao mercado pagando 20% a mais do que pagava no contrato anterior porque as moradias com esse perfil hoje em dia têm muita procura.
Na maioria das vezes, a pessoa que entra em um imóvel pagando menos geralmente é porque está disposta a pintar as paredes e fazer pequenas outras reformas, daí ela fica alguns meses pagando com desconto.
Segundo o especialista, é muito comum proprietários que não gostam ou não querem investir diretamente em melhorias. Nesse caso, eles preferem conceder descontos para novos locatários que chegam e se interessam em fazer a reforma.
Quem já mora no local e se sente prejudicado quando o vizinho novo chega pagando menos por imóvel do mesmo padrão, melhorias no apartamento ou na casa podem ser usadas como argumento para pleitear um desconto no aluguel proporcional ao investimento feito.
“Se a pessoa coloca um piso de madeira, por exemplo, pode ter um desconto por mais tempo, pois é um revestimento caro. Muitos inquilinos fazem isso, pois querem viver bem, com conforto no imóvel que alugam.”
Outra situação comum é quando o proprietário do imóvel oferece desconto nos primeiros meses do aluguel para o inquilino que aceita fazer o seguro fiança, que implica no pagamento de uma taxa por mês até o término do contrato. E.T.
CORDIALIDADE
Negociação entre inquilinos e proprietários de imóveis podem ser úteis para pleitear descontos no preço do aluguel.
As situações mais comuns são quando o locatário faz algumas melhorias no imóvel (pequenas reformas, trocas de piso, pintura de paredes, entre outras) e obtém desconto no pagamento mensal
A negociação também é muito útil para o caso de atrasos de pagamentos, em vez de recorrer a processos na Justiça.